Como lidar com os malas - Parte 2

Postado por Munalú em 31/03/2016 10:33:47

Como lidar com os malas

(imagem: Allvectors)

É impressionante! Quanto mais você tenta fugir de um "mala", parece que mais na sua cola ele fica. Já ouviu o ditado "quanto mais rezo, mais assombrações me aparecem"? É bem assim que acontece. Parece até que esse tipo de pessoa sente o cheiro de quando você está com o dia atribulado. É geralmente nesse momento que elas aparecem e amarram mais ainda o seu dia. Essas pessoas têm o dom de minar as forças até dos mais fortes e pacientes.
Um "mala" não escolhe lugar ou pessoa; se der uma brecha, ele abusa mesmo. Existem aqueles "malas", por exemplo, que sempre acham que você está "nadando" em dinheiro. Pedem um empréstimo (que você tem certeza que ele não vai ter como arcar com aquela dívida) e, para conseguirem isso, chegam a agir de modo intimidador, fazendo parecer que você tem a obrigação de arranjar o valor estipulado, mesmo sem ter de onde tirar. A cobrança é tamanha que até você acredita que está sendo mesquinho em não emprestar o dinheiro. Cuidado para que você não fique endividado por causa de pessoas assim.
Quando alguém lhe fizer um pedido desse tipo e você não quer ou não pode fazer o empréstimo, o jeito é ser bem direto e sem rodeios. Diga que não tem o valor, não abaixe a cabeça e fale olhando nos olhos da pessoa para que ela se sinta intimidada e não fique questionando a sua atitude. Quanto mais firmeza você demonstrar, melhor. Não tenha medo de desagradar a outra pessoa. Quando se trata de amigos e parentes, seja mais firme ainda. Às vezes é preferível dizer "não" à um pedido inconveniente do que estragar um relacionamento de longa data, pois se pessoa não lhe pagar o que deve, isso irá se arrastar por anos e talvez nunca se resolva. Então tenha cuidado e não seja bonzinho demais na hora errada.
Se você for fazer uma viagem para o exterior, se possível, não conte a ninguém. Porque se disser para a pessoa errada, dançou! Se um "mala" descobre que você vai viajar, mesmo sem saber para onde, ele vai aparecer com uma lista gigante de lembrancinhas. Os olhos dele até brilham quando um amigo (às vezes nem tão chegado assim) diz que vai para o exterior. Timidez é uma palavra que não está no vocabulário dele. Ele se "arma" com a famosa lista e vai triunfante à casa da sua vítima e intima o pobre coitado a trazer os itens lá enumerados.
Tenha muito jogo de cintura nessa hora, pois o "mala" sempre dá um jeito de lhe deixar sem graça, na tentativa de seduzir você a pegar a dita cuja. Por isso, lembre-se: paciência é uma virtude! Então, não desanime! A solução é não deixar que ninguém saiba que você irá viajar, mas se mesmo assim acontecer de alguém ficar sabendo e você não quiser assumir nenhum compromisso de trazer bagagem extra, seja enfático na sua resposta para não deixar dúvidas. Se você não tem muita intimidade com a pessoa, diga que não vai dar para trazer nada e pronto. Mas se a sua amizade ou parentesco lhe deixar sem saída, o melhor é tentar escapar desta cilada dizendo, por exemplo, que você não vai viajar para fazer compras, que é uma viagem de negócios e que no local não tem lojas de departamentos por perto ou algo do gênero. E jamais pegue a lista das mãos da pessoa para não passar a ela a impressão de um "talvez"! Não deixe margens para dúvidas.
Outro inconveniente é quando pedem favores absurdos. Os "malas" são experts neste quesito. São aproveitadores que nem se importam se estão incomodando ou não. Querem ser atendidos prontamente sem nenhuma argumentação contrária. Não importa a hora, o dia, nada. Tudo é para eles e por eles e nada mais. Afinal quem pode deixar de atendê-los!? Puxa, assim como nós, você acabou de ter a visão de muitos maridos com esse perfil? Por que será??? Temos um vizinho que lava o carro nas horas mais absurdas do dia e chama a esposa o tempo todo, aos gritos, no meio da rua e ela tem que sair para ver o que a "majestade" (outra denominação de "mala") quer. O pior é que ela faz tudo do jeito que ele quer e não reclama!!!
Para não cair neste tipo de armadilha ultrajante, não atenda o primeiro pedido e nem se sinta constrangido com isso. Tem sempre um jeitinho de sair deste tipo de enrosco sem traumas. Fingir que não ouviu da primeira vez pode ser uma solução, mas se houver algum tipo de violência física ou moral, o jeito é cair fora deste ambiente o mais rápido possível. Além de ter que conviver com uma pessoa folgada, ainda tem que aguentar mal humor e agressividade? De jeito nenhum.
Infelizmente existem "malas" em todos os lugares. Uma moça (vamos chamá-la de Ana) nos fez um relato bastante chocante. Ela disse que sempre gostou muito de estudar e se orgulhava de tirar boas notas. Mas isso sempre foi motivo de inveja para muitos alunos que não iam bem nas matérias. O absurdo maior foi quando ela relatou que, durante sua vida acadêmica, alguns alunos tentavam intimidá-la para que ela fizesse os trabalhos escolares por eles. Como ela não tinha muita obrigação de entregar todos os trabalhos, já que as notas da prova bastavam, eles achavam que ela tinha que fazê-los e colocar os nomes deles para que pudessem passar na matéria sem muito esforço. Isso aconteceu também na faculdade, onde supostamente os alunos deveriam ter a responsabilidade de aprender a se tornarem profissionais respeitados! Ou será que não? Será que no dia a dia de trabalho eles vão exigir que outros façam suas tarefas para que eles ganhem seus salários no final do mês? Lamentável... O único erro da Ana foi, às vezes, não ser firme o suficiente para dizer "não". Quando as pessoas sentem o cheiro da insegurança, elas simplesmente atacam. Felizmente, Ana aprendeu a lição e hoje sabe dizer "não", mesmo que desagrade aos folgados de plantão (até rimou!). E é assim que se afasta um "mala": não deixando que abusem de sua boa vontade. Não fique distribuindo favores, pois isso não irá lhe render nenhum retorno positivo. Ajude quem realmente precisa de ajuda!
Vamos agora a outro tipo de "mala": os hóspedes que não sabem a hora de ir embora! É uma tortura... Os "malas" nunca vão embora em tempo hábil o suficiente para você não achar que são "malas". Pode ser por alguns dias, por algumas horas, tanto faz. Parece que o desconfiômetro neste caso é nulo. Eles não deixam você em paz, nem com uma ameaça de bomba. Uma cliente nos relatou que quando seus filhos nasceram e os parentes iam visitá-los era um verdadeiro tormento. As pessoas não sabiam a hora de ir embora e ficavam mais tempo que o recomendado para a ocasião. Parece que elas se esquecem que os bebês têm hora para dormir, comer, tomar banho enfim, ficam manhosos se passa da hora deles. "Foram os momentos mais difíceis de minha vida!", ela disse. Apesar deste tipo de situação ser um desafio, o melhor é ficar em silêncio o máximo que puder e somente ouvir, até que o assunto se esgote por completo. O "mala" acaba ficando sem saber o que fazer e vai embora. Ainda bem!
Existem também aqueles que insistem em ser hóspedes mais dias do que o programado e não se dão conta dos transtornos que trazem aos seus anfitriões. Quando isso acontece, não dá para ser bonzinho e deixar a casa "cair" primeiro para depois dizer ao cidadão que já passou da hora de voltar de onde veio. Se você ficar calado, ele também vai ficar na moita, pois essas pessoas são folgadas. E se ela sentir que está no controle então, você está perdido: seu hóspede será permanente! Se faltar coragem para ser direto, pense no seu bem-estar e no da sua família; isso lhe trará a motivação necessária para pôr pessoas indesejáveis para fora de sua casa. E você não precisa ser agressivo para ser respeitado. Seja honesto e o mais educado possível. A razão está do seu lado, por isso não dê atenção para o que os outros pensam; em primeiro lugar está você e sua família, depois os outros.
Nos últimos tempos, vemos uma constante acontecendo em nossas vidas. Depois que começamos a ler mais a Bíblia e nos dedicarmos aos assuntos espirituais com mais afinco, ficamos felizes em dizer às pessoas (que querem ouvir) o quanto é bom caminhar com Deus. E não estamos falando de religião, pois isso vai além de qualquer religião. Não nos esqueçamos de que Deus não tem religião. Deus tem um povo e estamos felizes por fazer parte deste povo. Quando começamos a falar de Deus para pessoas "malas" (uma vez que são péssimos ouvintes), elas desaparecem. Parece veneno! Mas se você falar sobre desgraça ou do quanto a vida é difícil, será um ímã para esse tipo de gente. Talvez Deus não se importe de usarmos deste subterfúgio. Afinal, o que os "malas" rejeitam, outras pessoas podem tirar algum proveito, como você que está lendo este artigo.
"Mala" é sempre "mala" e isso nunca vai mudar. Eles são como a Gabriela, "eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim...". O que você pode fazer é mudar sua frequência energética com pensamentos e atitudes mais positivas para evitar encontrar com esse tipo de pessoa. E se mesmo assim ainda "tropeçar" em alguma "malinha-sem-alça", você pode utilizar as dicas que demos e criar suas próprias regras para se safar de alguma "saia justa". Seja criativo e, o mais importante, não tenha medo de dizer "não" na hora certa!
Você conhece algum outro tipo de "mala" que não mencionamos no artigo? Tem alguma dica de como lidar diplomaticamente com alguém assim? Já passou por uma situação semelhante ao que relatamos? Compartilhe conosco! Deixe seu comentário aqui ou nas redes sociais.

Até a próxima!


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